Na última sexta, 5 de dezembro, o Sinasefe Santa Maria reuniu o GT de Políticas Educacionais e Culturais para avaliar o atual cenário das políticas de Educação Profissional e Tecnológica. Após as discussões, a seção aprovou a participação no movimento nacional em defesa do Ensino Médio Integrado (EMI) e da EJA-EPT (Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional e Tecnológica.
Da reunião, foi tirada como ação o posicionamento da seção com avaliação de estudantes do EMI e pesquisadores da política. O grupo entendeu como temerosa a ação do MEC que criou um GT e caminha para instituição em que a formação profissional seja apenas um itinerário formativo.
Na região, o CTISM, a Escola Estadual Maria Rocha e os Institutos Federais (IFs) ofertam turmas de EMI.
A seção sindical defende que esta é uma formação muito importante para os jovens e também para as experiências com jovens e adultos, pois possibilita acesso a instituições de referência, promovendo uma formação integral e com inúmeras possibilidades: seja de trabalho ou continuidade dos estudos.
Para o professor de Sociologia do Colégio Politécnico da UFSM, pesquisador das trajetórias de estudantes do EMI, professor Alejandro Lezcano, “o projeto de expansão da Rede Federal de Educação, iniciado em 2008, promoveu um novo modelo de Ensino Médio Integrado (EMI). Em conjunto com políticas de ações afirmativas, essa expansão possibilitou que estudantes das classes trabalhadoras, historicamente excluídos do acesso à educação pública de qualidade, pudessem ingressar em instituições com infraestrutura e ensino qualificados, criando novas oportunidades educacionais para milhares de jovens.”
Para a professora do Programa de Pós-graduação em Educação Profissional e também pesquisadora do EMI e da EJA-EPT, Mariglei Maraschin, a aprovação de tal legislação será um retrocesso junto ao projeto que também mudou o Ensino Médio, criando o “Novo Ensino Médio” em 2017.
O EMI é uma forma de Ensino Médio que vem se fortalecendo muito e que tem contribuído para a qualidade da formação de jovens e adultos, além de formar com qualidade no Ensino Médio, proporciona uma vivência em uma formação técnica, abrindo portas para inserção no mundo do trabalho. Ademais, as escolas que ofertam EMI oportunizam significativas experiências aos seus estudantes, sejam participação de núcleos ou em projetos de ensino, pesquisa e extensão.
Acompanhe alguns relatos de estudantes que integram o EMI do CTISM:
“O EMI representa para mim uma formação integral, unindo a preparação profissional junto à autonomia e visão do mundo ao nosso redor”. (abriel Rockenbach, estudante do 2º ano do Ensino Médio Integrado à Eletrotécnica)
“O Ensino Médio Integrado me abriu portas e me mostrou possibilidades que, imagino eu, dificilmente teria encontrado em qualquer outro lugar nessa fase da minha vida. Sendo assim, teve um papel fundamental no meu amadurecimento e no desenvolvimento de quem estou me tornando.” (Luisa Razera, estudante do 3º ano do EM Integrado à Mecânica)
“Fazer parte do EMI no CTISM é a união da formação humana com o conhecimento tecnológico.” (Maria Eduarda da Roza Ivo, estudante do 3º ano de Mecânica)
“Fazer ensino médio integrado no CTISM representa a construção de maiores chances de ascender socialmente através da educação e da profissionalização.” (Isadora Marodin Lemes, estudante do 3º ano do EM Integrado à Mecânica)
A seção do Sinasefe de Santa Maria aproveita para convida a todas e todos os sindicalizados a ficarem atentos às discussões e também às mobilizações nacionais e locais em Defesa do Ensino Médio Integrado e da EJA-EPT.
Foto: Sinasefe Nacional
