{"id":4114,"date":"2021-11-24T14:33:16","date_gmt":"2021-11-24T14:33:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sinasefesm.com\/?p=4114"},"modified":"2021-11-24T14:33:16","modified_gmt":"2021-11-24T14:33:16","slug":"cartilha-do-sinasefe-auxilia-na-identificacao-e-combate-ao-racismo-institucional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/2021\/11\/24\/cartilha-do-sinasefe-auxilia-na-identificacao-e-combate-ao-racismo-institucional\/","title":{"rendered":"Cartilha do Sinasefe auxilia na identifica\u00e7\u00e3o e combate ao racismo institucional"},"content":{"rendered":"\n<p>O risco de um jovem negro ser v\u00edtima de homic\u00eddio no Brasil \u00e9 2,7 vezes maior que o risco enfrentado por um jovem branco. O dado consta no Atlas da Viol\u00eancia de 2018, onde tamb\u00e9m est\u00e1 sinalizado que o \u00edndice de homic\u00eddio de pessoas negras em nosso pa\u00eds chegou a 23,1% &nbsp;em 2018, enquanto o de pessoas n\u00e3o negras teve uma redu\u00e7\u00e3o de 6,8%. Esses n\u00fameros s\u00e3o trazidos na cartilha \u201cCombate ao racismo institucional: essa luta tamb\u00e9m \u00e9 sua\u201d, &nbsp;elaborada pelo Sinasefe com o objetivo de servir como instrumento de reflex\u00e3o, debate coletivo e delineamento de a\u00e7\u00f5es para reconhecer e denunciar situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o racial nas institui\u00e7\u00f5es brasileiras. O documento tamb\u00e9m traz uma s\u00e9rie de indica\u00e7\u00f5es de livros e filmes que pautam a quest\u00e3o racial.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que o Sinasefe representa docentes e t\u00e9cnico-administrativos em educa\u00e7\u00e3o de col\u00e9gios, universidades e institutos federais pa\u00eds afora, a cartilha ressalta a import\u00e2ncia de mapearmos as formas de discrimina\u00e7\u00e3o racial ainda persistentes em tais institui\u00e7\u00f5es \u2013 discrimina\u00e7\u00f5es muitas vezes t\u00e3o internalizadas nas estruturas e din\u00e2micas que parecem naturais e, por isso mesmo, dificilmente s\u00e3o identificadas e combatidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO racismo institucional \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o recorrente nas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais. \u00c9 uma pr\u00e1tica rotineira que sistematicamente beneficia o grupo dominante enquanto desvaloriza e exclui outros. Por representar os ideais culturais dominantes, \u00e9 dif\u00edcil de ser identificado devido ao fato de se misturar com as pr\u00e1ticas normatizadoras da institui\u00e7\u00e3o. Dessa forma, funciona como um ciclo de discrimina\u00e7\u00e3o, geralmente como um discurso que repousa na capacidade ideol\u00f3gica de se naturalizar atitudes preconceituosas, a\u00e7\u00f5es racistas, comportamentos abusivos, os quais parecem inevit\u00e1veis e, sobretudo, necess\u00e1rios. Fundamentalmente, podemos entender o racismo institucional como a nega\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 participa\u00e7\u00e3o plena de benef\u00edcios sociais e mat\u00e9rias socialmente reconhecidos\u201d, aponta trecho da cartilha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s tipificar o que seriam considerados crimes raciais, a cartilha orienta as v\u00edtimas a procurarem as medidas protetivas necess\u00e1rias, registrando den\u00fancias nos \u00f3rg\u00e3os especializados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estat\u00edsticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da cartilha s\u00e3o trazidas uma s\u00e9rie de estat\u00edsticas que revelam o abismo social ainda observado entre pessoas negras e pessoas brancas no que se refere \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e \u00e0 m\u00e9dia salarial. Para se ter uma ideia, segundo o Instituto Ethos, em 2018 apenas 6,3% das vagas de ger\u00eancia eram ocupadas por homens negros &#8211; n\u00famero ainda mais baixo entre as mulheres negras, que ocupavam 1,6% de tais postos. Outro dado que assombra: enquanto 89% dos brancos e brancas ocupam o cargo de professor(a) de medicina, 74% dos negros e negras ocupam o cargo de trabalhador(a) do campo nas planta\u00e7\u00f5es de cana.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima semana, divulgamos em nosso site uma mat\u00e9ria com percep\u00e7\u00f5es de dirigentes e militantes do movimento negro de Santa Maria a respeito da import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es afirmativas e do papel da universidade na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade antirracista. <a href=\"https:\/\/sinasefesm.com\/dia-da-consciencia-negra-reforca-luta-antirracista-e-celebra-aprovacao-do-pl-que-define-cotas-raciais-em-concursos-do-municipio\/?fbclid=IwAR3tAkRAbciY51vqjzLn0JVjs-ZtmKg6qLTvuDt3v6eiUgDJlSV86SRPZjU\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sinasefesm.com\/dia-da-consciencia-negra-reforca-luta-antirracista-e-celebra-aprovacao-do-pl-que-define-cotas-raciais-em-concursos-do-municipio\/?fbclid=IwAR3tAkRAbciY51vqjzLn0JVjs-ZtmKg6qLTvuDt3v6eiUgDJlSV86SRPZjU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leia aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/sinasefe.org.br\/site\/download\/cartilha-combate-ao-racismo-institucional\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sinasefe.org.br\/site\/download\/cartilha-combate-ao-racismo-institucional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fa\u00e7a o download da Cartilha \u201cCombate ao racismo institucional: essa luta tamb\u00e9m \u00e9 sua\u201d aqui.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O risco de um jovem negro ser v\u00edtima de homic\u00eddio no Brasil \u00e9 2,7 vezes maior que o risco enfrentado por um jovem branco. O dado consta no Atlas da Viol\u00eancia de 2018, onde tamb\u00e9m est\u00e1 sinalizado que o \u00edndice de homic\u00eddio de pessoas negras em nosso pa\u00eds chegou a 23,1% &nbsp;em 2018, enquanto o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4115,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42,45],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4114","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticia","8":"category-sindicato"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4114"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4114\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4115"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}