{"id":4642,"date":"2022-05-13T03:43:30","date_gmt":"2022-05-13T03:43:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sinasefesm.com\/?p=4642"},"modified":"2022-05-13T03:43:30","modified_gmt":"2022-05-13T03:43:30","slug":"1o-dia-do-consinasefe-debate-enfrentamento-a-violencias-contra-minorias-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/2022\/05\/13\/1o-dia-do-consinasefe-debate-enfrentamento-a-violencias-contra-minorias-sociais\/","title":{"rendered":"1\u00ba dia do CONSINASEFE debate enfrentamento a viol\u00eancias contra minorias sociais"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cQue possamos sair mais humanizados e humanizadas do que chegamos\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Foi assim que M\u00e1rcia Kambeba iniciou sua fala na mesa de abertura do 34\u00ba Congresso do Sinasefe (CONSINASEFE). Pesquisadora ind\u00edgena, doutoranda em Estudos Lingu\u00edsticos pela UFPA, escritora, compositora, educadora e palestrante de assuntos ind\u00edgenas e ambientais, ela usou seu espa\u00e7o para comentar sobre as atrocidades recentes cometidas contra os povos ind\u00edgenas brasileiros, a exemplo do ataque \u00e0 comunidade Yanomami, em Roraima, onde uma a\u00e7\u00e3o criminosa, possivelmente efetivada por garimpeiros, incendiou uma aldeia da tribo Yanomami, deixando pelo menos 25 ind\u00edgenas desaparecidos\/as at\u00e9 o momento.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesa da tarde desta quinta-feira, 12 de maio, marcou a abertura do 34\u00ba Congresso, que se estende at\u00e9 o domingo, 15, em Bras\u00edlia (DF), com a participa\u00e7\u00e3o de centenas de delegados\/as e observadores\/as advindos das mais diversas regi\u00f5es do pa\u00eds. Intitulada \u201cA Luta Sindical e o Combate \u00e0s Opress\u00f5es\u201d, a mesa teve, al\u00e9m de M\u00e1rcia, a presen\u00e7a de mais tr\u00eas debatedoras.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda foi Vilma Reis, soci\u00f3loga, feminista, mestra em Ci\u00eancias Sociais, doutoranda em Estudos \u00c9tnicos Africanos no PosAfro-FFCH-UFBA, filha do Terreiro do Cobre, defensora de direitos humanos, ativista do Movimento de Mulheres Negras, abolicionista penal, co-fundadora da Coletiva Mahin Organiza\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras para os Direitos Humanos e, atrav\u00e9s da Coletiva Mahin, constr\u00f3i a Coaliz\u00e3o Negra por Direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa sauda\u00e7\u00e3o a todos os n\u00facleos de estudo afro-brasileiros e ind\u00edgenas! Quero saudar os NEABIs espalhados pelo pa\u00eds. Cada professora, cada professor e cada t\u00e9cnica e t\u00e9cnico carregam consigo uma revolu\u00e7\u00e3o:\u00a0somos trabalhadoras e trabalhadores que combatem o racismo diariamente\u201d, destacou Vilma, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia do debate antirracista e feminista nos eventos sindicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto salientado em sua interven\u00e7\u00e3o foi o cen\u00e1rio de precariza\u00e7\u00e3o vivenciado pelas t\u00e9cnicas e t\u00e9cnico-administrativos em educa\u00e7\u00e3o, bem como por diversas escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s chegamos e no territ\u00f3rio onde chegamos, atuamos. Em v\u00e1rias escolas em que trabalhamos n\u00e3o existe um refeit\u00f3rio, n\u00e3o foram escolas pensadas para a popula\u00e7\u00e3o pobre!\u201d, refletiu Vilma. \u201cOs t\u00e9cnicos das institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o procurando outros empregos por causa dos baixos sal\u00e1rios: precarizados de todo o mundo, uni-vos!\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Combate ao ass\u00e9dio \u00e9 pauta central<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Terceira palestrante da mesa, Laurenir Santos Peniche \u00e9 mestra em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura pela Universidade da Amaz\u00f4nia (Unama), music\u00f3loga e pesquisadora da m\u00fasica paraense e seus principais autores, professora de Artes e Rela\u00e7\u00f5es Etnicorraciais, dirigente do Sinasefe IFPA, ETRB e Ciaba-PA,  coordenadora do N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiros do IFPA, e presidenta da Comiss\u00e3o de Heteroidentifica\u00e7\u00e3o do IFPA. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, a den\u00fancia e o enfrentamento ao ass\u00e9dio e \u00e0s viol\u00eancias das mais diversas matizes devem ser preocupa\u00e7\u00f5es centrais e permanentes do Sinasefe e de suas se\u00e7\u00f5es sindicais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO sindicato \u00e9 para lutar pelas causas de trabalhadoras e trabalhadores, n\u00e3o para preparar campanhas para dirigir campus. Os sindicatos devem estar a servi\u00e7o da categoria [&#8230;] Temos muitas tarefas pela frente, como por exemplo coibir os ass\u00e9dios e as viol\u00eancias que sofremos no cotidiano das nossas institui\u00e7\u00f5es. Essas pautas interferem todos os dias em nosso trabalho, n\u00e3o s\u00e3o \u2018perif\u00e9ricas\u2019, como alguns tratam\u201d, perspectivou a palestrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Envolvida diretamente com os debates e as mobiliza\u00e7\u00f5es etnicorraciais, ela defende ser necess\u00e1rio desconstruir o eurocentrismo cultural, respons\u00e1vel por privilegiar as manifesta\u00e7\u00f5es culturais da branquitude. Outro eixo de sua interven\u00e7\u00e3o foi a luta pela garantia de 50% de vagas para negras e negros em um curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no IFPA.<\/p>\n\n\n\n<p>Dando sequ\u00eancia \u00e0 mesa \u201cA Luta Sindical e o Combate \u00e0s Opress\u00f5es\u201d, composta exclusivamente por mulheres, a palestrante Carolina Iara provocou as e os presentes a refletirem sobre a rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre a luta de classes e as lutas antirracista e anti machista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos naturalizar a morte de mulheres trans e negras, essa quest\u00e3o \u00e9 de classe tamb\u00e9m: s\u00e3o trabalhadoras precarizadas que est\u00e3o nas ruas e em trabalhos perigosos. N\u00e3o existe luta de classe sem a devida luta antirracista e luta anti machista\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Co-vereadora pela Bancada Feminista do PSOL em S\u00e3o Paulo-SP, cientista social, travesti, negra, intersexo e soropositiva, a quarta palestrante do dia elenca uma tarefa priorit\u00e1ria para o pr\u00f3ximo per\u00edodo: \u201cPrecisamos deixar um legado melhor para quem vier depois de n\u00f3s, precisamos jogar Bolsonaro na lata de lixo da hist\u00f3ria\u201d, finalizou Carolina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a mesa de abertura, ocorreu a Plen\u00e1ria \u201cRegimento Interno e C\u00f3digo Eleitoral\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta sexta, o 34\u00ba CONSINASEFE segue, com apresenta\u00e7\u00e3o das teses de Conjuntura e de Educa\u00e7\u00e3o, grupos de trabalho e inscri\u00e7\u00f5es das chapas que concorrer\u00e3o \u00e0 diretoria nacional, ao Conselho Fiscal e ao Conselho de \u00c9tica.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Imagens: Sinasefe<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQue possamos sair mais humanizados e humanizadas do que chegamos\u201d. 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