{"id":4780,"date":"2022-06-02T14:31:33","date_gmt":"2022-06-02T14:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/sinasefesm.com\/?p=4780"},"modified":"2022-06-02T14:31:33","modified_gmt":"2022-06-02T14:31:33","slug":"nao-tem-como-se-adequar-a-um-corte-orcamentario-dessa-ordem-diz-reitor-da-ufsm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/2022\/06\/02\/nao-tem-como-se-adequar-a-um-corte-orcamentario-dessa-ordem-diz-reitor-da-ufsm\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o tem como se adequar a um corte or\u00e7ament\u00e1rio dessa ordem\u201d, diz reitor da UFSM"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 31 de maio, em entrevista ao jornalista Gilson Piber, no programa Editoria 107.9 da r\u00e1dio UniFM, o reitor da UFSM, Luciano Schuch, comentou sobre os impactos dos cortes or\u00e7ament\u00e1rios para o funcionamento da institui\u00e7\u00e3o. Segundo ele, caso n\u00e3o seja revertido o novo bloqueio, decretado pelo governo federal, de R$ 1 bilh\u00e3o no or\u00e7amento das universidades e institutos federais, a universidade ter\u00e1 de interromper diversos servi\u00e7os, a exemplo de limpeza, vigil\u00e2ncia, motoristas e, qui\u00e7\u00e1, o pr\u00f3prio Restaurante Universit\u00e1rio tal como hoje o conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Schuch explicou que a UFSM j\u00e1 vinha estudando e realizando adequa\u00e7\u00f5es a fim de lidar com o or\u00e7amento de 2022, reduzido em 26% se comparado ao ano de 2019, \u00faltimo de presencialidade antes de iniciar a pandemia. Ocorre que, at\u00e9 ent\u00e3o, os cortes impactariam mais nos servi\u00e7os de vigil\u00e2ncia e portaria, conservando os setores de limpeza e as verbas para bolsas estudantis, por exemplo. Agora, contudo, a situa\u00e7\u00e3o ficou pior, de forma que quase nenhuma ponta da institui\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ficar a salvo das necess\u00e1rias tesouradas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cNa sexta-feira da semana passada (27 de maio), veio a not\u00edcia de um bloqueio de 1 bilh\u00e3o de reais das universidades e institutos. Para a UFSM, isso significa uma redu\u00e7\u00e3o de em torno de 19 milh\u00f5es de reais. Se n\u00e3o vier uma revers\u00e3o, n\u00e3o existe como se adequar a um corte dessa ordem. N\u00e3o ter\u00edamos como manter os servi\u00e7os funcionando com uma redu\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande. Ent\u00e3o nosso trabalho agora \u00e9 para reverter esse bloqueio do governo. Temos que mobilizar o Congresso Nacional e as demais for\u00e7as pol\u00edticas para mostrar ao governo que um corte dessa ordem inviabiliza nosso funcionamento\u201d, comentou o dirigente.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao ser questionado sobre at\u00e9 quando a universidade mant\u00e9m-se funcionando em caso de esse bloqueio n\u00e3o ser revertido, Schuch diz que a institui\u00e7\u00e3o seguir\u00e1 na ativa, contudo seus servi\u00e7os ter\u00e3o de ir parando, pois um contingenciamento dessa ordem obstaculiza a plena atua\u00e7\u00e3o da comunidade universit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA universidade vai funcionar, mas vamos ter que come\u00e7ar a parar os servi\u00e7os. A gente vai precarizar toda a universidade. N\u00e3o podemos esquecer que temos hoje a Unidade Ip\u00ea Amarelo que funciona com professores\/as terceirizados\/as. O Restaurante Universit\u00e1rio tem contrato de fornecimento de alimentos para os estudantes. S\u00e3o servi\u00e7os que n\u00e3o podem parar de forma nenhuma\u201d, diz Schuch, antecipando que, se o duro cen\u00e1rio se mantiver, talvez o alcance do RU tenha de ser revisto. Hoje, todas e todos os estudantes conseguem realizar suas refei\u00e7\u00f5es ali com um valor tabelado. Por\u00e9m, frente aos cortes, talvez tais refei\u00e7\u00f5es tenham de ser ofertadas somente \u00e0s e aos alunos com benef\u00edcio socioecon\u00f4mico ou, ainda, serem oferecidas a todas e todos, por\u00e9m com um valor reajustado. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A universidade nunca parou<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a entrevista, o reitor destacou que esses cortes vieram justamente no ano em que a UFSM retomou sua presencialidade. Durante a pandemia, ressalta Schuch, a universidade nunca parou. Seus docentes, estudantes e t\u00e9cnico-administrativos em educa\u00e7\u00e3o seguiram desempenhando suas atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o \u2013 seja de forma remota, seja de forma presencial (quando o remoto n\u00e3o era uma possibilidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, desde abril de 2022, cerca de 28 mil estudantes voltaram a circular presencialmente na institui\u00e7\u00e3o, o que demanda uma s\u00e9rie de servi\u00e7os. Servi\u00e7os possivelmente inviabilizados com as tesouradas do governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLembramos que os cortes n\u00e3o foram s\u00f3 para as universidades, mas para toda a produ\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia. Pedimos que todos se mobilizem em defesa da universidade para que possamos mant\u00ea-la funcionado com qualidade\u201d, conclui Schuch.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sinasefe denuncia cortes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Frente ao novo cen\u00e1rio de cortes e de desamparo reservado \u00e0s universidades e institutos, a Dire\u00e7\u00e3o Nacional do Sinasefe divulgou, na \u00faltima quarta-feira, 1\u00ba de junho, uma nota p\u00fablica contra os cortes no or\u00e7amento. Leia abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u201cNota do SINASEFE sobre os cortes no or\u00e7amento da Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>No final do \u00faltimo dia 27\/05 o governo genocida, negacionista e anti-ci\u00eancia de Jair Bolsonaro anunciou mais um corte profundo no or\u00e7amento dos Institutos e Universidades Federais, na casa dos R$ 3,2 bilh\u00f5es. O valor representa 14,5% no or\u00e7amento discricion\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Al\u00e9m disso, nessa semana ainda foi anunciado um corte de R$ 3 bilh\u00f5es no or\u00e7amento do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es (MCTI). Ao menos R$ 2,5 bilh\u00f5es desse total devem ser retirados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT), criado a partir do recolhimento de encargos e tributos destinados ao fomento \u00e0 pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O hist\u00f3rico<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 importante lembrar que o or\u00e7amento para educa\u00e7\u00e3o e pesquisa vem sofrendo sucessivos ataques e cortes j\u00e1 h\u00e1 muitos anos. N\u00e3o h\u00e1 avan\u00e7o tecnol\u00f3gico sem uma forte pol\u00edtica de financiamento ao ensino e pesquisa. Mesmo assim as servidoras e servidores dos Institutos e Universidades Federais s\u00e3o respons\u00e1veis por mais de 90% das pesquisas cient\u00edficas realizadas hoje no pa\u00eds. Essa produ\u00e7\u00e3o poderia ser muito maior n\u00e3o fosse o fato da classe dominante brasileira ser completamente subordinada ao capital internacional que, juntamente com este desgoverno, abra\u00e7a uma pol\u00edtica ultraneoliberal e fascista em que prevalece a valoriza\u00e7\u00e3o do Estado m\u00ednimo ou de mis\u00e9ria em detrimento do investimento por uma pol\u00edtica social que fortale\u00e7a um projeto soberano de na\u00e7\u00e3o para o Brasil.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>As consequ\u00eancias<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com os or\u00e7amentos j\u00e1 muito prejudicados, as institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ter\u00e3o uma imensa dificuldade de manter seu funcionamento e manuten\u00e7\u00e3o. Os cortes afetar\u00e3o diretamente os recursos respons\u00e1veis por manter essas institui\u00e7\u00f5es funcionando j\u00e1 de forma prec\u00e1ria: aquilo que j\u00e1 era muito prec\u00e1rio, agora deve se tornar uma paralisa\u00e7\u00e3o de fato do ensino, pesquisa e extens\u00e3o. Nesse sentido, a luta das comunidades escolares precisa ser unificada entre todos os segmentos que a comp\u00f5em: servidores(as), estudantes, respons\u00e1veis e comunidade em geral.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Dividir pra conquistar<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>O governo Bolsonaro ainda faz uma chantagem expl\u00edcita quando procura relacionar a necessidade de reajuste dos servidores com os cortes anunciados. A comunidade escolar n\u00e3o pode cair nessa armadilha, do contr\u00e1rio isso nos dividir\u00e1 nas lutas que teremos pela frente. O projeto educacional defendido pelo SINASEFE passa tanto pela amplia\u00e7\u00e3o do financiamento \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, quanto pela valoriza\u00e7\u00e3o e melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho de seus servidores e pela urgente amplia\u00e7\u00e3o do acesso, perman\u00eancia e \u00eaxito dos estudantes. Quem aumentou em mais de R$ 230 bilh\u00f5es a previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria para transferir recursos p\u00fablicos aos banqueiros, n\u00e3o pode inviabilizar a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica alegando n\u00e3o ter R$ 6 bilh\u00f5es para reajustar o sal\u00e1rio de centenas de milhares de servidoras(es).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fortalecer a greve<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com mais de cinco anos de sal\u00e1rios congelados e uma perda inflacion\u00e1ria pr\u00f3xima j\u00e1 dos 50%, n\u00e3o h\u00e1 mais condi\u00e7\u00f5es de servidoras e servidores permanecerem nessa situa\u00e7\u00e3o. Nossa greve cresce e se fortalece em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. Nossa categoria tem demonstrado uma importante disposi\u00e7\u00e3o de luta e mobiliza\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo m\u00eas de junho ser\u00e1 decisivo para a consecu\u00e7\u00e3o de nossa vit\u00f3ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por isso, o SINASEFE mant\u00e9m o chamado \u00e0s suas bases para a ades\u00e3o \u00e0 greve e \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es que temos constru\u00eddo em todas as nossas bases. N\u00e3o h\u00e1 motivos para aguardar um eventual pr\u00f3ximo governo federal para realizar essa luta, precisamos derrotar Bolsonaro e sua pol\u00edtica de morte desde j\u00e1.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Pr\u00f3ximos passos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>As entidades estudantis est\u00e3o fazendo um chamado para um da nacional de luta (#TiraAM\u00e3oDaFederal) a ser realizado no dia 9 de junho nas ruas de todo o pa\u00eds.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>As entidades sindicais e os movimentos sociais comprometidos com um projeto soberano de na\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e3o se furtar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o desse dia de luta em conjunto com o movimento estudantil.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por isso, o SINASEFE estar\u00e1 nessa constru\u00e7\u00e3o e conclama todas suas se\u00e7\u00f5es sindicais, em greve ou n\u00e3o, para se somarem nessa importante a\u00e7\u00e3o de luta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Dire\u00e7\u00e3o Nacional do SINASEFE<\/em>\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Andifes tamb\u00e9m se posiciona<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Andifes) publicou, no \u00faltimo dia 28 de maio, uma nota p\u00fablica intitulada \u201cBasta de retrocessos\u201d, na qual denuncia o novo bloqueio de R$ 1 bilh\u00e3o de reais no or\u00e7amento das universidades e institutos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o apresentada pelo governo federal \u00e9 a de que o bloqueio fez-se necess\u00e1rio para garantir o reajuste de 5% a todas as categorias do funcionalismo. Al\u00e9m de esse \u00edndice de reajuste n\u00e3o ser o demandado pelas servidoras e servidores (que reivindicam 19,99%, porcentagem necess\u00e1ria para repor as perdas inflacion\u00e1rias acumuladas nos tr\u00eas \u00faltimos anos), essa estrat\u00e9gia do governo Bolsonaro tamb\u00e9m tende a colocar a sociedade contra as comunidades universit\u00e1rias e as\/os servidoras\/es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA justificativa dada \u2013 a necessidade de reajustar os sal\u00e1rios de todo o funcionalismo p\u00fablico federal em 5% \u2013 n\u00e3o tem fundamento no pr\u00f3prio or\u00e7amento p\u00fablico. A defasagem salarial dos servidores p\u00fablicos \u00e9 bem maior do que os 5% divulgados pelo governo e sua recomposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende de mais cortes na educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia. \u00c9 injusto com o futuro do pa\u00eds mais este corte no or\u00e7amento do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m no do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, que sofreu um corte de cerca de R$ 3 bilh\u00f5es, inclusive de verbas do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico), que s\u00e3o carimbadas por lei para o financiamento da pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica no Brasil. N\u00e3o existe l\u00f3gica, portanto, por que o corte de or\u00e7amento das universidades, institutos e do financiamento da ci\u00eancia e da tecnologia brasileiras \u00e9 que deva arcar desproporcionalmente com esse \u00f4nus\u201d, atesta trecho da nota da Andifes, <a href=\"https:\/\/www.andifes.org.br\/?p=92864\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.andifes.org.br\/?p=92864\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">que pode ser lida, na \u00edntegra, aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 31 de maio, em entrevista ao jornalista Gilson Piber, no programa Editoria 107.9 da r\u00e1dio UniFM, o reitor da UFSM, Luciano Schuch, comentou sobre os impactos dos cortes or\u00e7ament\u00e1rios para o funcionamento da institui\u00e7\u00e3o. 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