{"id":5049,"date":"2022-08-17T15:21:50","date_gmt":"2022-08-17T15:21:50","guid":{"rendered":"https:\/\/sinasefesm.com\/?p=5049"},"modified":"2022-08-17T15:21:50","modified_gmt":"2022-08-17T15:21:50","slug":"dicadosinasefe-em-celebracao-ao-mes-dos-povos-indigenas-sindicato-indica-livros-de-escritores-nativos-originarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/2022\/08\/17\/dicadosinasefe-em-celebracao-ao-mes-dos-povos-indigenas-sindicato-indica-livros-de-escritores-nativos-originarios\/","title":{"rendered":"#DicadoSinasefe: em celebra\u00e7\u00e3o ao m\u00eas dos povos ind\u00edgenas, sindicato indica livros de escritores nativos origin\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 9 de agosto \u00e9 celebrado o Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas, data criada em 1995, quando a ONU promoveu uma das primeiras reuni\u00f5es que viriam a originar, em 2007, a Declara\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas. Desde ent\u00e3o, todo o m\u00eas de agosto, n\u00e3o somente o dia 9, \u00e9 reconhecido por esta causa. Por isso, o Sinasefe aproveita o momento para indicar tr\u00eas obras liter\u00e1rias escritas por ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m deste m\u00eas, o dia 19 de abril tamb\u00e9m \u00e9 importante para os grupos origin\u00e1rios, porque marca o Dia de Luta e Resist\u00eancia dos Povos Ind\u00edgenas, data em que se destaca a den\u00fancia de viola\u00e7\u00f5es de direitos, como a invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira, abaixo, as dicas culturais:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5050\" width=\"-427\" height=\"-621\" srcset=\"https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL.jpg 1299w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL-206x300.jpg 206w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL-704x1024.jpg 704w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL-768x1117.jpg 768w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL-1056x1536.jpg 1056w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL-150x218.jpg 150w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL-450x655.jpg 450w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/71Kgdz-zNOL-1200x1746.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1299px) 100vw, 1299px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Ideias para adiar o fim do mundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Escrito por um dos maiores l\u00edderes contempor\u00e2neos do movimento ind\u00edgena brasileiro, Ailton Krenak, o livro apresenta reflex\u00f5es acerca do antropocentrismo, que provocam os leitores a repensarem seu modo de viver.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sinopse: <em>\u2018\u2019Uma par\u00e1bola sobre os tempos atuais, por um de nossos maiores pensadores ind\u00edgenas. Ailton Krenak nasceu na regi\u00e3o do vale do rio Doce, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extra\u00e7\u00e3o mineira. Neste livro, o l\u00edder ind\u00edgena critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, uma \u201chumanidade que n\u00e3o reconhece que aquele rio que est\u00e1 em coma \u00e9 tamb\u00e9m o nosso av\u00f4\u201d. Essa premissa estaria na origem do desastre socioambiental de nossa era, o chamado Antropoceno. Da\u00ed que a resist\u00eancia ind\u00edgena se d\u00ea pela n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da ideia de que somos todos iguais. Somente o reconhecimento da diversidade e a recusa da ideia do humano como superior aos demais seres podem ressignificar nossas exist\u00eancias e refrear nossa marcha insensata em dire\u00e7\u00e3o ao abismo. \u201cNosso tempo \u00e9 especialista em produzir aus\u00eancias: do sentido de viver em sociedade, do pr\u00f3prio sentido da experi\u00eancia da vida. Isso gera uma intoler\u00e2ncia muito grande com rela\u00e7\u00e3o a quem ainda \u00e9 capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dan\u00e7ar e de cantar. E est\u00e1 cheio de pequenas constela\u00e7\u00f5es de gente espalhada pelo mundo que dan\u00e7a, canta e faz chover. [\u2026] Minha provoca\u00e7\u00e3o sobre adiar o fim do mundo \u00e9 exatamente sempre poder contar mais uma hist\u00f3ria.\u201d Desde seu inesquec\u00edvel discurso na Assembleia Constituinte, em 1987, quando pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos ind\u00edgenas, Krenak se destaca como um dos mais originais e importantes pensadores brasileiros. Ouvi-lo \u00e9 mais urgente do que nunca. Ideias para adiar o fim do mundo \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de duas confer\u00eancias e uma entrevista realizadas em Portugal, entre 2017 e 2019.\u2019\u2019<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u2018\u2019A vida n\u00e3o \u00e9 \u00fatil\u2019\u2019 \u00e9 outra obra famosa do autor.<br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/15339456-1621539114196-04ee6d4bf8a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5054\" width=\"430\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/15339456-1621539114196-04ee6d4bf8a.jpg 400w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/15339456-1621539114196-04ee6d4bf8a-300x300.jpg 300w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/15339456-1621539114196-04ee6d4bf8a-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Projetos e presepadas de um curumim na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da autoria de Edson Kayapo, integrante do povo Mebengokr\u00e9, a obra \u00e9 uma autobiografia, em que o escritor conta desde sua rotina na aldeia, at\u00e9 seu ingresso em um col\u00e9gio interno. Atualmente, o autor, al\u00e9m de ativista e ambientalista, \u00e9 Doutor em Educa\u00e7\u00e3o e professor do Instituto Federal da Bahia e da Universidade Federal do Sul da Bahia. Com este livro, recebeu um pr\u00eamio da UNESCO, em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Sinopse: <em>\u2018\u2019No livro Projetos e presepadas de um curumim na Amaz\u00f4nia, o autor Edson Kayap\u00f3 conta sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida. Desde a sua rotina na aldeia ind\u00edgena de que fazia parte, no Amap\u00e1, at\u00e9 sua mudan\u00e7a para estudar em um col\u00e9gio interno \u2013 e como esse fato foi determinante para a sua vida profissional. O livro, escrito como uma autobiografia, instiga o leitor a valorizar a natureza, os povos ind\u00edgenas do Brasil e a respeitar a cultura formadora de nosso pa\u00eds, pois \u00e9 fundamental \u201cviver em harmonia com a natureza, sem necessidade de destru\u00ed-la para obter a nossa sobreviv\u00eancia, e respeitar o pr\u00f3ximo em toda a sua diversidade, sem preconceitos\u201d, como assegura o autor no final da obra.\u2019\u2019<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Outra obra famosa do autor: \u2018\u2019Um estranho espadarte na aldeia\u2019\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/43669665._SX318_-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5060\" width=\"377\" height=\"481\" srcset=\"https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/43669665._SX318_-1.jpg 318w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/43669665._SX318_-1-235x300.jpg 235w, https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/43669665._SX318_-1-150x192.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 377px) 100vw, 377px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Cora\u00e7\u00e3o na aldeia, p\u00e9s no mundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Redigido por Auritha Tabajara, o livro \u00e9 o primeiro em formato de cordel a ser publicado por uma mulher ind\u00edgena no pa\u00eds. Na obra, a autora conta sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria a partir de tr\u00eas perspectivas: como ind\u00edgena; enquanto mulher em cidades grandes; e como integrante da comunidade LGBTQIA+.&nbsp;<br>Sinopse: <em>\u2018\u2019Em seu primeiro livro, a cordelista Auritha Tabajara, se utiliza da for\u00e7a da palavra para ganhar o mundo. Em sua jornada a for\u00e7a da mulher nordestina, ind\u00edgena, sonhadora e guerreira se encontram com a sutileza po\u00e9tica, caracter\u00edstica da autora. Ilustrado com xilogravuras de Regina Drozina, esta preciosa obra chega ao p\u00fablico atrav\u00e9s do selo Uk\u2019a Editorial, refor\u00e7ando seu compromisso com a literatura ind\u00edgena contempor\u00e2nea.\u2019\u2019<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>As sinopses aqui expostas foram reitradas do site da LIVRARIA MARAC\u00c1, especializado na literatura ind\u00edgena brasileira.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Texto: Laurent Keller<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Bruna Homrich<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 9 de agosto \u00e9 celebrado o Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas, data criada em 1995, quando a ONU promoveu uma das primeiras reuni\u00f5es que viriam a originar, em 2007, a Declara\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas. 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