{"id":6974,"date":"2024-11-12T19:09:53","date_gmt":"2024-11-12T19:09:53","guid":{"rendered":"https:\/\/sinasefesm.com\/?p=6974"},"modified":"2024-11-12T19:09:53","modified_gmt":"2024-11-12T19:09:53","slug":"a-luta-do-sinasefe-santa-maria-da-origem-aos-dias-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinasefesm.com\/index.php\/2024\/11\/12\/a-luta-do-sinasefe-santa-maria-da-origem-aos-dias-atuais\/","title":{"rendered":"A luta do Sinasefe Santa Maria: da origem \u00e0 atualidade"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O sindicato n\u00e3o se limita a tratar dos problemas coletivos, decorrentes do exerc\u00edcio da pr\u00f3pria profiss\u00e3o, mas se preocupa com a condi\u00e7\u00e3o social de trabalhadores e trabalhadoras.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim pode ser definido o papel do sindicato, que n\u00e3o se resume a aspectos classistas, mas age tamb\u00e9m em uma esfera ampla, diretamente relacionada aos direitos da cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, se essa \u00e9 a filosofia do sindicalismo, por que n\u00e3o se v\u00ea uma amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de filiados e filiadas e o sindicalismo, de uma forma geral, parece enfraquecer-se?<\/p>\n\n\n\n<p>O Sinasefe, se\u00e7\u00e3o sindical de Santa Maria, foi fundado em 6 de dezembro de 1990, no Col\u00e9gio Agr\u00edcola da UFSM, atual Polit\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Ad\u00e3o Pillar Damasceno, quando o Sinasefe foi organizado e criou condi\u00e7\u00f5es para sua funda\u00e7\u00e3o com sede nacional em Bras\u00edlia, no ano de 1988, alguns servidores de Santa Maria participaram da comiss\u00e3o organizadora. Por isso, a se\u00e7\u00e3o sindical de Santa Maria \u00e9 uma das primeiras do Sinasefe que constitu\u00edram a comiss\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o inicial deste sindicato, quando ainda existiam as associa\u00e7\u00f5es de servidores, que posteriormente foram transformadas em se\u00e7\u00f5es do sindicato nacional, em novembro de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>O atual tesoureiro-geral da entidade, Claudio Kelling, afirma que o quantitativo de sindicalizados\/as j\u00e1 chegou a 125, mas, no per\u00edodo mais recente, esse n\u00famero caiu para 85 filiados\/as.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor do Sinasefe comenta que a maioria das conquistas de professores\/as e t\u00e9cnicos\/as est\u00e1 relacionada com a mobiliza\u00e7\u00e3o encampada pelo sindicato. Um dos importantes benef\u00edcios que a base do Sinasefe conquistou foi o RSC (Reconhecimento de Saberes e Compet\u00eancias), e que resultou da press\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o com o governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, quando as dificuldades se ampliam, a desfilia\u00e7\u00e3o do sindicato \u00e9 uma das medidas mais comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Claudio, falta uma maior vis\u00e3o classista da categoria, que permitiria perceber que \u00e9 o sindicato a grande ferramenta de luta para que se avance n\u00e3o apenas em termos salariais, mas na dignifica\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira <strong><a href=\"https:\/\/sinasefesm.com\/nao-podemos-terceirizar-nossas-lutas-diz-dirigente-do-sinasefe\/\">aqui<\/a><\/strong> a mat\u00e9ria com o coordenador-geral do Sinasefe, Manoel Porto J\u00fanior, em que fala das conquistas do sindicato ao longo dos \u00faltimos anos, al\u00e9m de argumentar sobre a import\u00e2ncia de estar filiado e filiada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Funda\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser fundada, em 6 de dezembro de1990, a se\u00e7\u00e3o sindical de Santa Maria teve a constitui\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o provis\u00f3ria, que estruturou o regimento da entidade. Essa diretoria provis\u00f3ria era composta por Ivo Jo\u00e3o Bolzan como presidente, Claudio Renato Fialho C\u00edrio, de Vice-presidente, sendo o Tesoureiro Jos\u00e9 Carlos Brisola Bastos e na secretaria, Alix Verissimo Pantoja.<\/p>\n\n\n\n<p>Ad\u00e3o Pillar Damasceno, atual diretor da entidade, lembra que no per\u00edodo entre 2000 e 2006, as dire\u00e7\u00f5es da se\u00e7\u00e3o sindical foram alternadas entre servidores dos Col\u00e9gios de Frederico Westphalen e de Santa Maria. O motivo era que a se\u00e7\u00e3o sindical de Santa Maria tamb\u00e9m foi estruturada com filiados do col\u00e9gio Agr\u00edcola de Frederico Westphalen e da UFSM.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2005, o servidor t\u00e9cnico-administrativo Ad\u00e3o Damasceno foi transferido do Cefet de Bento Gon\u00e7alves para a UFSM, ficando lotado no CTISM. Em fun\u00e7\u00e3o de que participava da dire\u00e7\u00e3o nacional do Sinasefe, dialogou com os filiados ligados \u00e0 UFSM, professor Claudio C\u00edrio e professor Ant\u00f4nio Mortari, que consideraram inadequado o fato de que a dire\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o estivesse em Frederico Westphalen.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s algumas conversas com o pessoal de Frederico, surgiu a op\u00e7\u00e3o de reorganizar a se\u00e7\u00e3o em Santa Maria juntamente com os professores do Col\u00e9gio Militar, mas com outro formato de estrutura administrativa, que se adequasse mais ao estatuto do Sinasefe, o que significa possuir tr\u00eas coordenadores. Assim, uma dire\u00e7\u00e3o colegiada foi organizada e com um regimento registrado em 16 de outubro de 2006. Este regimento j\u00e1 iniciou incluindo os tr\u00eas col\u00e9gios: CTISM, Polit\u00e9cnico e Col\u00e9gio Militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o de Frederico para Santa Maria, foi necess\u00e1rio que a Se\u00e7\u00e3o de Santa Maria transferisse as arrecada\u00e7\u00f5es dos servidores filiados em Frederico para que a organiza\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o fosse constitu\u00edda com uma conta daquela se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os eventos importantes que podem ser destacados desse per\u00edodo est\u00e1 um encontro regional em Santa Maria em que um dos debates foi sobre os Col\u00e9gios Militares, com a presen\u00e7a de um representante do MEC junto \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o dos col\u00e9gios militares. E tamb\u00e9m consta entre os eventos expressivos, o Semin\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o do Sinasefe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As dificuldades e o \u00edmpeto de continuar a luta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinasefesm.com\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/reuniao-juridico-e-diretoria.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6979\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A recria\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o Sindical do Sinasefe de Santa Maria foi uma constru\u00e7\u00e3o repleta de dificuldades e lances inusitados, com os quais \u201cnos deparamos e enfrentamos, com a certeza de que a necessidade nos impelia a prosseguir\u201d, registra Milton Ferrari, professor de Hist\u00f3ria do Col\u00e9gio Militar de Santa Maria (CMSM), e um dos batalhadores pela estrutura\u00e7\u00e3o do Sinasefe local. \u201cAs dificuldades eram de toda a sorte, desde a inexist\u00eancia de recursos financeiros e tamb\u00e9m de recursos humanos\u201d, atesta ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ferrari recorda que a participa\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio Militar de Santa Maria na base do Sinasefe foi iniciada com uma visita do professor Cl\u00e1udio Nascimento e do Servidor TAE Ad\u00e3o Damasceno, do CTISM, \u00e0 institui\u00e7\u00e3o. Ele pr\u00f3prio era o contato no CMSM, onde coordenava discuss\u00f5es de carreira entre professores\/as civis do Col\u00e9gio, visto que, desde 1988, participava do Sindiserf, o sindicato de servidores\/as federais.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor explica que, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o sindical de Santa Maria da que existia em Frederico Westphalen, as dificuldades se apresentaram. \u201cN\u00e3o t\u00ednhamos uma sede para nos reunirmos. Diz\u00edamos \u00e0 \u00e9poca que carreg\u00e1vamos o sindicato na pasta\u201d, brinca Ferrari. Essa compara\u00e7\u00e3o se dava porque Ferrari, Ad\u00e3o Damasceno e Nar\u00e1 de Quadros, mantinham consigo, em suas pastas, todas as informa\u00e7\u00f5es coletadas, desde leis, decretos, e tudo o mais que se referia \u00e0 luta sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar do tempo, destaca Ferrari, a partir de uma melhora na quantidade de filiados\/as, conseguiu-se, em contato mantido com o Sindiserf, alugar uma sala em conjunto entre as duas entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra ainda que no CMSM, as dificuldades eram maiores, em fun\u00e7\u00e3o de que o ambiente militar \u00e9 normalmente refrat\u00e1rio \u00e0 exist\u00eancia de sindicatos. O n\u00facleo de organiza\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o sindical acaba por localizar-se na Se\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria, onde ele e as professoras Adriana Lorenzoni e Karine Noal estavam sediados. \u201cN\u00e3o consegu\u00edamos implantar o desconto sindical no contracheque, ent\u00e3o, a professora Karine Noal, todos os meses, cobrava a mensalidade sindical, de um por um, preenchendo um recibo para cada filiado\u201d, relembra.<br><br><strong>Carregando nos ombros<\/strong><br><br>Ainda sobre a montagem da sede alugada, Ferrari comenta que no momento em que resolveram fazer a inaugura\u00e7\u00e3o da sala da se\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tinham m\u00f3veis. Decidiram comprar alguns no supermercado Carrefour, que fica em frente \u00e0 sede. Ele conta que foram adquiridas 14 cadeiras de pl\u00e1stico. Entretanto, para economizar, o pr\u00f3prio Ferrari colocou as 14 cadeiras nos ombros, atravessou a avenida Rio Branco at\u00e9 a sede do sindicato.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse mesmo dia, toda a limpeza e organiza\u00e7\u00e3o do local foi efetuada por ele e mais as colegas Karine Noal e Nar\u00e1 Quadros, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Milton Ferrari, na vida existem \u201cmomentos favor\u00e1veis e desfavor\u00e1veis\u201d. A partir daquele dia, foram aos poucos adquirindo mais m\u00f3veis e equipamentos para a sede, contratando colaboradores. Por\u00e9m, hoje, novamente avizinha-se um momento desfavor\u00e1vel, que obriga o sindicato a cortar custos, lamenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Momento \u00e9 delicado, mas olhar o passado d\u00e1 esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Adriana Bonum\u00e1, professora do Col\u00e9gio Militar de Santa Maria, tamb\u00e9m diretora do Sinasefe Santa Maria, ressalta que a se\u00e7\u00e3o sindical vive um momento delicado, com redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de filiados\/as e tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o no movimento sindical quase restrita aos e \u00e0s componentes da dire\u00e7\u00e3o da entidade. Entretanto, evitando o pessimismo, prefere relembrar de per\u00edodos recentes, quando o n\u00famero de filiados\/as elevou-se, justamente pelos avan\u00e7os obtidos atrav\u00e9s da luta sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>A docente recorda que, no caso de professores\/as filiados\/as do Col\u00e9gio Militar de Santa Maria, a ades\u00e3o dos\/as trabalhadores\/as aconteceu em meados de 2007, quando enfrentavam na institui\u00e7\u00e3o momentos dif\u00edceis na rela\u00e7\u00e3o com gestores, bem como de dificuldades em rela\u00e7\u00e3o ao cumprimento de aspectos legais. &nbsp;Adriana explica que tamb\u00e9m foi um momento de transi\u00e7\u00e3o de carreira, com um salto qualitativo na transposi\u00e7\u00e3o. \u201cFoi neste contexto que eu e a grande maioria dos colegas do CMSM nos filiamos ao Sinasefe\u201d, frisa ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriana comenta que foi a partir de 2013 que passou a compor a diretoria do sindicato local. \u201cEsse foi um per\u00edodo de muito trabalho e de debates e discuss\u00f5es intensas em torno da implementa\u00e7\u00e3o do Reconhecimento de Saberes e Compet\u00eancias (RSC) para docentes EBTT\u201d, diz. Ela recorda que a se\u00e7\u00e3o sindical de Santa Maria participou ativamente da constru\u00e7\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o dos regramentos do RSC, com participa\u00e7\u00e3o nas plen\u00e1rias em Bras\u00edlia, em reuni\u00f5es no MEC e com integrantes da se\u00e7\u00e3o nas reuni\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional Docente (CND).<\/p>\n\n\n\n<p>A dirigente sindical ressalta que a implementa\u00e7\u00e3o do RSC nas institui\u00e7\u00f5es de ensino deu-se a partir de 2016, tamb\u00e9m com muito trabalho dos membros da diretoria que, em sua maioria, compuseram as comiss\u00f5es respons\u00e1veis por encaminhar os processos de RSC nas suas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela rememora que, em 2016, ap\u00f3s o impeachment\/golpe, contra a presidente Dilma Rousseff, novamente houve momento de bastante participa\u00e7\u00e3o, com paralisa\u00e7\u00f5es, protestos contra as medidas arbitr\u00e1rias e antidemocr\u00e1ticas do governo Temer, destacando uma em especial: a mobiliza\u00e7\u00e3o contra a PEC 241\/16 (depois EC 95), a que previa 20 anos de congelamento nos investimentos p\u00fablicos, movimento que se estendeu at\u00e9 as elei\u00e7\u00f5es de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriana avalia que os sindicatos, o servi\u00e7o p\u00fablico e servidores p\u00fablicos em geral, sofreram forte abalo com a elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro em 2018. \u201cA polariza\u00e7\u00e3o que se viu Brasil afora acabou por afetar tamb\u00e9m a estrutura do sindicato, e, com isso, tivemos um aumento nas desfilia\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, complementa ela, o sindicato manteve-se firme nas suas convic\u00e7\u00f5es e no seu prop\u00f3sito de defender os direitos de trabalhadores e trabalhadoras. Embora tendo necessidade de cortar gastos, reduzir participa\u00e7\u00e3o presencial em discuss\u00f5es, reuni\u00f5es e plenas, \u201cseguimos na tentativa constante de mobilizar a categoria, alertar sobre quest\u00f5es pertinentes \u00e0 carreira e defender os servidores e servidoras EBTT, olhando para o futuro, com um espelho sobre o que de importante constru\u00edmos no passado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Texto: Fritz Rivail<br>Imagens: Arquivo\/Sinasefe SM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sindicato n\u00e3o se limita a tratar dos problemas coletivos, decorrentes do exerc\u00edcio da pr\u00f3pria profiss\u00e3o, mas se preocupa com a condi\u00e7\u00e3o social de trabalhadores e trabalhadoras. 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