A reitoria da UFSM definiu os nomes dos novos dirigentes da Coordenadoria do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (CEBTT) da UFSM. A partir da publicação da Portaria nº 2.134, de 9 de setembro de 2026, foi designada como coordenadora, a professora Berenice Santini, do Colégio Politécnico, e para vice-coordenador, o professor Fredi Zancan Ferrigolo, do Colégio Técnico Industrial (CTISM).
A escolha dos dois nomes é de responsabilidade da Reitoria da instituição, mas a retomada da CEBTT representa a vitória da mobilização da comunidade EBTT, que na UFSM atua nas três unidades: Colégio Politécnico, Colégio Técnico Industrial e Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo.
No entendimento da diretoria do Sinasefe SM, a reativação da Coordenadoria é resultado da união de esforços, mas, sobretudo, da postura permanentemente ativa, vigilante e incisiva da entidade, que enfrentou a decisão arbitrária da reitoria.
Miriane Fonseca, secretária de Comunicação, Formação e Política Sindical, ressalta que, desde quando houve a iminência de término da CEBTT, o sindicato posicionou-se e mobilizou-se pela manutenção do órgão estratégico no organograma da UFSM. A CEBTT é compreendida como um importante espaço de discussão e definição de política de educação básica, técnica, profissional e tecnológica na instituição.
A diretora do sindicato lembra que foram produzidos e distribuídos materiais informativos, dialogando com a comunidade universitária. Integrantes da coordenação geral participaram de programa de rádio na Unifm, denunciando a situação para a comunidade.
Além de fazer a denúncia, o debate e o corpo a corpo, o Sindicato não se omitiu: participou do Grupo de Trabalho que discutia a reestruturação da Coordenadoria, sempre fazendo a defesa da importância da CEBTT, questionando e contrapondo-se à posição da reitoria.
O passo a passo
A atual reitoria da UFSM, comandada pela professora Martha Adaime (reitora) e pelo professor Thiago Marchezan (vice-reitor), assumiram seus mandatos no finalzinho de 2025. Nomearam seus escalões na instituição, mas a Coordenadoria EBTT ficou de fora.
Em fevereiro deste ano, a gestão anunciou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) cujo objetivo era discutir “as competências e a atuação da Coordenadoria de Educação Básica, Técnica e Tecnológica”. Essa iniciativa partiu da reitoria, sem ter havido discussões anteriores com as unidades vinculadas ao EBTT.
Em nota publicada no dia 27 de março, o sindicato lembrara que a CEBTT ocupava um lugar estratégico no organograma da instituição, com previsão legal assentada no Regimento Geral da UFSM, com as alterações promovidas pelas resoluções nº 038/2016 e 016/2019.
No dia 24 de abril, a assembleia da categoria aprovou o envio de requerimento à reitoria reivindicando o retorno da Coordenadoria. O documento foi protocolado no dia 18 de maio. Entre as iniciativas do sindicato também se destaca a coleta de assinaturas junto à comunidade solicitando a volta da CEBTT.

Contribuições para o futuro
O coordenador-geral do Sinasefe SM, Adão Pillar Damasceno, saúda a nomeação da coordenadora e do vice-coordenador da CEBTT, mas avalia que a medida chega com vários meses de atraso, pois deveria ter ocorrido em seguida ao momento da posse da nova gestão da universidade.
Sobre o futuro, Adão entende que é preciso uma equipe para acompanhar e dar subsídios para essas atividades de ensino e aprendizagem. Não pode ser um espaço apenas para canalização e distribuição de verbas ou mesmo um órgão de atividades ordinárias e burocráticas inerentes ao ensino Técnico e Tecnológico.
Na visão do coordenador-geral do sindicato, espera-se da Coordenadoria de Educação Básica, Técnica e Tecnológica que seja também um instrumento das demandas e necessidades políticas da educação básica na instituição.
Adão Pillar Damasceno lembra que o sindicato, mesmo tendo sido chamado à participação do Grupo de Trabalho EBTT somente depois do início das reuniões, não se esquivou e procurou contribuir nas discussões.
“Participamos nas reuniões de elaboração, mesmo tendo, em alguns momentos, divergências do encaminhamento que estava sendo dado. Fomos votos vencidos na grande maioria das demandas”, frisa ele.
Ao final dos trabalhos do GT, ressalta Adão, foi elaborado um texto que foi encaminhado à reitoria para dar subsídios às novas orientações da Coordenadoria. “Alternativamente, organizamos um texto com algumas linhas gerais do nosso entendimento da função e da representação que deve ter uma instância representativa da Educação Básica na Universidade”.

Para o coordenador, o entendimento da seção sindical é de que é fundamental melhor representação das Unidades junto aos conselhos representativos, como o Conselho de Área, para que possa ser debatido e aprimorado um Projeto Pedagógico estruturante do EBTT na UFSM. “Também devem ficar melhor explícitas a função e a importância da Educação Profissional na Universidade”, defende Adão.
Texto: Fritz Rivail
Fotos: Arquivo/Sinasefe SM
