O Sinasefe encerrou neste sábado (07/11) o 38º Consinasefe, as delegações elegeram a 16ª Direção Nacional (DN), que irá até o fim de 2028, e atualizaram a composição dos Conselhos de Ética e Fiscal.
Também neste último dia foram debatidos e votados encaminhamentos relacionados ao Plano de Lutas do Sinasefe.
Plano de lutas e encaminhamentos
Ao longo da manhã, as e os participantes se debruçaram sobre os encaminhamentos e a construção do Plano de Lutas do Sinasefe.

Confira abaixo algumas das sugestões apresentadas (o documento final de Plano de Lutas aprovado ainda será sistematizado e divulgado em breve):
- Mobilizar as seções sindicais contra o arrocho do Arcabouço Fiscal e a ausência de reajuste na Lei Orçamentária (LOA), fomentar a organização do Fundo de Greve nas seções sindicais;
- Custo Amazônico:criar GT específico na Direção Nacional e garantir suplementação orçamentária para a Região Norte;
- Recomposição Salarial: lutar por reajustes e exigir o cumprimento integral do Acordo de Greve de 2024;
- Pauta docente: atuação nacional no reposicionamento da carreira e interstícios, preservação das diretrizes de carga horária e debate da jornada de 36h;
- Pauta TAE: racionalização de cargos, jornada de 30h, vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) nos editais e correção de nível para intérpretes de Libras;
- Condições de Trabalho: garantir horas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para atividade sindical e equiparar direitos e licenças entre as categorias;
- Direitos e benefícios: equiparação dos auxílios com os demais Poderes e defesa do auxílio-nutrição aos aposentados.
- Segurança jurídica: exigir travas jurídicas contra perda de direitos em acordos e avaliar o projeto de renegociação de consignados a juros baixos.
- Comunicação e estrutura: criar calendário nacional de lutas, reforçar campanhas digitais para “furar a bolha” e reformular Consinasefes priorizando Grupos de Trabalho (GTs).
- Central Sindical e unidade: debater a filiação em uma central sindical, fortalecer o Fonasefe e renovar a aliança com o movimento estudantil.
- Pautas sociais: realizar campanha contra a redução da maioridade penal e defender o fim da militarização nas escolas.
Posse da Direção Nacional e Conselhos Fiscal e de Ética
Ao final dos trabalhos do 38º Consinasefe, tomaram posse as pessoas integrantes dos Conselhos de Ética e Fiscal, além das integrantes da Direção Nacional (gestão 226-2028).
Avaliação da delegação do Sinasefe SM

O Sinasefe Santa Maria foi representado no 38º Consinasefe pelo coordenador-geral, Adão Pillar Damasceno, e pela secretária de Administração, Lidiane Barroso.
Após a finalização do evento, Adão Pillar Damasceno (foto acima) destacou o fato de que no Congresso deste ano, que ocorreu de 3 a 7 de novembro, em Brasília, não houve uma disputa tão acirrada entre os coletivos. Na avaliação dele, o fato de o sindicato nacional ter aprovado o apoio à reeleição de Lula, em defesa dos serviços públicos e para barrar a extrema direita, isso acabou sendo um dado relevante para distensionar os ânimos.
Damasceno também destacou a importância do processo eleitoral à direção do sindicato, em que sete chapas concorreram, elegendo em uma composição um total de 27 membros. O coordenador-geral do Sinasefe SM comentou que faz parte do coletivo “Atente e Forte”, que é um grupo relativamente novo e, que, mesmo assim, ficou em terceiro lugar na votação geral, tendo direito a integrar alguns cargos na direção nacional.
Sobre os encaminhamentos finais, Adão Pillar Damasceno critica o fato de que o plano de lutas deveria ter sido apresentado com maior antecedência. Ele comenta que o próprio Sinasefe SM havia apresentado propostas, inclusive a de fazer seminários, debates sobre políticas educacionais para discutir a valorização das escolas das universidades e debater dentro da estrutura do Consinasefe algumas questões que tratassem da valorização da carreira. Mas, em relação à carreira, acredita que o tema ficou “meio no ar”.
Para Damasceno, o que se percebe é que há uma tendência em discutir um ‘plano único de carreira’, mas que essa proposta sofre resistência na base. “Nós não queremos (carreira única), nós achamos que tem que valorizar a questão dos técnicos através de uma revisão do PGD; uma rediscussão da tabela dos professores”. No entendimento do coordenador-geral do Sinasefe SM, foram vários pontos que mereciam ter tido um melhor detalhamento no plano de lutas.
Fonte e imagens: Sinasefe Nacional
Edição: Fritz Rivail
